NotíciasBahiaMe deixe viu, Varela! A poucos dias das eleições, escândalos envolvendo ex-prefeito de Candeias voltam à tona nas redes sociais

Me deixe viu, Varela! A poucos dias das eleições, escândalos envolvendo ex-prefeito de Candeias voltam à tona nas redes sociais

Dr. Pitágoras comandou Candeias por oito anos e agora disputa uma vaga de deputado estadual; episódios relacionados à sua gestão voltam a repercutir durante a corrida eleitoral.

| Autor: Kauan Trindade
Me deixe viu, Varela! A poucos dias das eleições, escândalos envolvendo ex-prefeito de Candeias voltam à tona nas redes sociais

Foto: Reprodução/Instagram

A poucos dias das eleições de 2026, que ocorrerão no dia 4 de outubro, casos envolvendo a gestão do ex-prefeito de Candeias, Dr. Pitágoras Ibiapina, voltaram a circular nas redes sociais. O político comandou o município por dois mandatos, sendo eleito pela primeira vez em 2016 e reeleito em 2020, permanecendo à frente da cidade entre 2017 e 2024. Agora, Pitágoras disputa uma vaga de deputado estadual pelo Progressistas (PP).

Localizada na Região Metropolitana de Salvador, Candeias fica a aproximadamente 45 quilômetros da capital baiana e possui mais de 66 mil eleitores, segundo dados divulgados pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O tamanho do eleitorado faz do município um importante colégio eleitoral para a disputa política na região.

Um dos episódios envolvendo a gestão de Pitágoras ocorreu em junho de 2021, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Estertor — operação foi uma ação conjunta deflagrada em 11 de junho de 2021 pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) — que investigava suspeitas de fraude em uma dispensa de licitação realizada pela Prefeitura de Candeias para a compra de respiradores durante a pandemia da Covid-19. Segundo informações divulgadas na época, foram adquiridos oito equipamentos por aproximadamente R$ 1,4 milhão, sendo R$ 175 mil por unidade. A investigação apurava possíveis irregularidades no processo de contratação e na utilização de recursos públicos.

Durante a operação, agentes da PF também encontraram uma pistola e uma espingarda na residência de Pitágoras. Segundo reportagem do G1 publicada na época, o então prefeito foi conduzido à sede da Polícia Federal por causa das armas encontradas, e essa situação não estava diretamente relacionada à investigação sobre a compra dos respiradores.

À época, Pitágoras apresentou uma justificativa para a posse das armas. Conforme divulgado sobre o caso, ele afirmou que a espingarda havia sido herdada de seu pai e que fazia parte de uma coleção, enquanto a situação da pistola também foi tratada no procedimento que resultou em sua condução à PF. A defesa sustentou que as armas não tinham relação com as suspeitas investigadas na Operação Estertor.

A Prefeitura de Candeias também afirmou, naquele momento, que a operação estava relacionada a fatos ocorridos durante o período em que Soraia Cabral, então secretária municipal da Saúde e esposa de Pitágoras, comandava a pasta.

Anos depois, a aquisição dos respiradores voltou a ser analisada pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Segundo o tribunal, uma Tomada de Contas Especial apontou irregularidades na Dispensa de Licitação nº 007/2020, incluindo sobrepreço e indícios de direcionamento do procedimento. A 1ª Câmara do TCM-BA julgou o processo procedente em agosto de 2025.

De acordo com a documentação do caso, o sobrepreço calculado na aquisição dos oito respiradores chegou a R$ 775.040. O TCM-BA determinou, especificamente, o ressarcimento de R$ 331.252,10 aos cofres municipais, além de aplicar multa de R$ 3 mil a Pitágoras e outros R$ 3 mil a Soraia Cabral. O tribunal também determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público da Bahia.

Outro caso relacionado à administração municipal foi analisado pelo próprio TCM-BA. Em 2021, o tribunal puniu Pitágoras por uma situação que classificou como autopromoção com uso de recursos públicos. Segundo o órgão, prédios públicos de Candeias foram pintados com cores associadas à identidade política do então prefeito. O TCM-BA considerou que a conduta poderia configurar improbidade administrativa, aplicou multa de R$ 5 mil e encaminhou a representação ao Ministério Público da Bahia.

Agora, com a proximidade das eleições, os episódios voltaram a ganhar espaço nas redes sociais justamente enquanto Pitágoras tenta conquistar um novo mandato eletivo. O ex-prefeito é candidato a deputado estadual pelo Progressistas (PP), com registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral.

Os casos mencionados nesta reportagem correspondem a diferentes investigações, apurações e decisões de órgãos públicos, com as informações atribuídas às respectivas fontes. Os citados poderão apresentar suas versões e esclarecimentos sobre os fatos, e o Varela Net permanece aberto para eventuais manifestações.

Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.

Tags

Notícias Relacionadas