Primeira-dama de Salvador faz apelo ao governador sobre casos de dengue e Sesab rebate declarações
Apelo foi feito em um vídeo publicado no sábado (2), no qual ela relata a gravidade do cenário enfrentado pela população local

Foto: Reprodução/Instagram/Governador (Flickr)
A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, usou as redes sociais para cobrar providências do governo estadual diante do avanço de casos de dengue hemorrágica no município de Uauá, localizado no sertão da Bahia. O apelo foi feito em um vídeo publicado no sábado (2), no qual ela relata a gravidade do cenário enfrentado pela população local.
Durante a gravação, Rebeca afirmou que a cidade já registra mortes e diversos pacientes internados à espera de regulação para atendimento em unidades de saúde. “Governador, eu me chamo Rebeca. Estou aqui como cidadã. Sou filha de Uauá. Estou aqui porque pessoas estão morrendo por dengue em Uauá. Uma mãe jovem morreu e deixou dois filhos. E tantas outras estão internadas com dengue hemorrágica, aguardando a regulação”, declarou.
Ela também criticou a demora no encaminhamento desses pacientes, destacando que o processo deveria ocorrer com mais agilidade. “A regulação é um dever do Estado. A regulação é um direito das pessoas. E as pessoas não deveriam estar esperando pela regulação. Elas deveriam estar sendo tratadas”, afirmou.
No mesmo pronunciamento, a primeira-dama reforçou a necessidade de ações imediatas por parte do governo estadual. “Governador, precisamos de ação imediata. Reforço na regulação, suporte hospitalar, uma resposta para Uauá. A cada hora que passa, é uma vida. Uauá precisa de ajuda”, disse.
Em outra publicação, ela voltou a destacar os impactos da doença na cidade, ressaltando o sofrimento das famílias. “A dengue hemorrágica tem feito vítimas, famílias estão sofrendo perdas, e há quem ainda aguarde, por dias, na fila da regulação”, desabafou.
Após a repercussão, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) se manifestou por meio de nota. O órgão informou que o óbito mencionado será apurado para confirmar a causa da morte, conforme os protocolos sanitários, e criticou a exposição do caso antes da conclusão técnica.
"A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia informa, em primeiro lugar, que o óbito citado será investigado pelas instâncias competentes para confirmação da causa da morte, como determina o protocolo sanitário. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, deveria explicar à primeira-dama que não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração técnica dos fatos", inicia a nota.
A secretaria também detalhou o fluxo de atendimento do caso citado, afirmando que houve resposta dentro do prazo e que a paciente já apresentava quadro grave no momento da notificação.
"A Sesab esclarece que a regulação da paciente não ficou parada. A solicitação foi inserida às 14h35 e teve encaminhamento definido às 18h13, em menos de quatro horas. O quadro informado pela unidade de origem já era grave, com sinais de alarme e manifestação hemorrágica. Infelizmente, apesar da resposta do Estado, a paciente evoluiu a óbito. É uma perda que lamentamos profundamente, mas não aceitaremos que uma tragédia seja usada de forma irresponsável contra quem trabalhou para salvar essa vida".
Na sequência, a Sesab apresentou dados atualizados sobre a situação da dengue na Bahia.
"Os dados epidemiológicos também demonstram que o trabalho está em curso. Em 2026, até 27 de abril, a Bahia registrou 8.106 casos prováveis de dengue, redução de 45,5% em relação ao mesmo período de 2025. Uauá possui 697 casos notificados".
Ao final da nota, a secretaria fez críticas à gestão municipal de Salvador e sugeriu que a primeira-dama observe o cenário da saúde na capital baiana.
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