Flávio chama cancelamento de debate da Globo de “muito negativo” e acusa judiciário de interferir nas eleições
Candidato afirmou que decisões judiciais que alteraram as regras do encontro representaram censura e pediu votos no primeiro turno

Foto: Vittor Sales
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o cancelamento do debate da TV Globo que estava previsto para quinta-feira (1º) e acusou o Judiciário de interferir no processo eleitoral. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (2), o senador classificou o episódio como um fato “muito negativo” e afirmou que a situação expôs, na avaliação dele, uma interferência de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.
“Foi uma posição muito firme contra a censura, e isso expôs, para quem não acreditava ou para quem não queria ver, como é que os amigos do Lula no Judiciário interferem nas eleições”, declarou Flávio.
O candidato também afirmou que o cancelamento teria ocorrido em um momento de preocupação do governo com a possibilidade de uma vitória dele no primeiro turno. “Bateu o desespero no Lula, com a possibilidade real de uma vitória de Flávio Bolsonaro já no primeiro turno”, disse.
O debate acabou cancelado pela Globo depois de uma sequência de decisões judiciais e da desistência de Flávio. Na quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a emissora não exibisse o púlpito reservado a Lula, que já havia informado que não participaria do encontro, e também proibiu que os candidatos presentes direcionassem perguntas ao petista ausente. Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate. Diante das mudanças, Flávio anunciou que não participaria.
A Globo afirmou que as decisões judiciais tomadas horas antes do programa provocaram “insegurança jurídica” e representaram, segundo a emissora, uma interferência indevida na liberdade de organização dos debates.
Na gravação, Flávio comparou o episódio a uma partida de futebol e afirmou que os eleitores terão a decisão final nas urnas neste domingo (4). Ele também fez críticas ao que chamou de possíveis novas interferências durante um eventual segundo turno e mencionou a possibilidade de disseminação de notícias falsas e ações contra adversários políticos.
Ao final do vídeo, o candidato pediu votos para o primeiro turno e afirmou que uma de suas principais razões para defender sua eleição seria impedir que Lula indique novos ministros para o STF.
“Não vamos permitir que o Lula indique mais quatro ministros pro STF”, declarou Flávio.
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