Erros e polêmicas envolvendo arbitragem marcam capítulos da história do futebol brasileiro
A história do futebol brasileiro é marcada por polêmicas envolvendo equipes de arbitragem antes e após o Árbitro de Vídeo.

Foto: Reprodução
A história do futebol brasileiro é repleta de momentos históricos, gols, atuações heroicas, roteiros incríveis, mas também por diversos erros de arbitragem, que em muitas das vezes decidiram títulos e resultaram em longas polêmicas.
Casos históricos incluem a final do Brasileirão de 1995, entre Santos e Botafogo, a "Máfia do Apito" em 2005, a Batalha dos Aflitos, também em 2005 e arbitragens controversas envolvendo equipes brasileiras em competições internacionais, como na Libertadores.
Antes do Árbitro de Vídeo, erros em decorrência do posicionamento dos árbitros em campo eram bastante comuns. Entretanto, com a chegada da tecnologia, a polêmica mudou para interpretação dos árbitros e, em muitos casos, a demora nas decisões. Determinados acontecimentos fortalecem o debate sobre a profissionalização da arbitragem no Brasil, assunto que vem sendo cada vez mais debatido nos últimos anos.
Acontecimentos que marcaram a história do futebol brasileiro
Entre as principais polêmicas envolvendo a arbitragem ocorreu na final do Campeonato Brasileiro de 1995, disputada entre Santos e Botafogo, quando o árbitro Márcio Rezende de Freitas validou gol impedido de Túlio Maravilha e um gol irregular de Marquinhos para o Santos, além de anular um gol legal de Camanducaia, marcando uma das finais mais contestadas.
Em 2005 ocorreu um dos principais episódios que marcaram a história do futebol brasileiro, conhecido como “Máfia do Apito”, foi descoberto um esquema de manipulação de resultados, o que levou à anulação e repetição de 11 partidas do Campeonato Brasileiro. Após a descoberta do esquema, Corinthians e Internacional disputavam ponto a ponto o título do campeonato. A partida era disputada no Estádio Pacaembu, em São Paulo, e o Corinthians vencia pelo placar de 1 a 0, quando, no segundo tempo, o goleiro da equipe mandante derrubou Tinga, do Internacional dentro da área, porém o árbitro Márcio Rezende Freitas além de não marcar o pênalti, expulsou o atleta do colorado por simulação, e com um detalhe: aquele era o último jogo da carreira do juiz. No final, o Corinthians acabou sendo o campeão brasileiro.
Dessa vez, pela Copa Libertadores em 2013, no duelo entre Corinthians x Boca Juniors, o árbitro paraguaio Carlos Amarilla teve uma atuação que foi altamente criticada, anulando gols considerados legais e deixando de marcar penalidades favoráveis à equipe brasileira nas oitavas de final do torneio.
Na final da Copa do Brasil de 1994, disputada entre Grêmio e Ceará, a equipe nordestina reclamou bastante de um pênalti não marcado no atleta Sérgio Alves, seguido da sua expulsão por reclamação. Em caso de vitória, a equipe nordestina poderia conquistar seu primeiro título da Copa do Brasil.
Considerado por muitos como o principal episódio de polêmicas envolvendo a arbitragem, o caso conhecido como “A Bronca Eterna” ocorreu na partida entre Flamengo e Atlético Mineiro, pela Libertadores em 1981. O árbitro José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Galo ainda no primeiro tempo. A partida terminou antes do intervalo e o episódio se tornou um dos mais polêmicos da história do torneio.
Mesmo com a implantação da tecnologia do Árbitro de Vídeo (VAR), polêmicas não param de surgir, especialmente no futebol brasileiro. Episódios envolvendo árbitros e a tecnologia marcaram o Brasileirão de 2025, com pênaltis não marcados, expulsões e diversos outros lances que foram amplamente questionados por torcedores. No mesmo ano, um lance polêmico no clássico entre São Paulo e Palmeiras foi eleito como o pior erro de arbitragem da edição do campeonato. O lance polêmico ocorreu aos 6 minutos da segunda etapa, quando o atacante Allan escorregou e derrubou Tapia dentro da área, mas a arbitragem entendeu que o toque acidental não era para pênalti. O árbitro Ramon Abatti Abel foi conclusivo desde o início e a sua decisão de campo foi mantida, com o aval de Ilbert Estevam da Silva, que estava no comando do VAR.
Após o episódio, a Comissão Nacional de Arbitragem concordou sobre o erro e afastou temporariamente os profissionais para um período de reciclagem.
Bahia e Vitória também protagonizaram momentos em que a arbitragem cometeu alguns erros e se envolveram em polêmicas, especialmente no período mais recente, com a implantação do Árbitro de Vídeo, o VAR.
Em maio de 2025, a partida disputada entre Grêmio e Bahia ficou marcada por uma grande polêmica envolvendo o árbitro Bruno Arleu de Araújo e o VAR. Aos 9 minutos da segunda etapa, o atacante da equipe gaúcha, Martin Braithwaite tentou driblar o goleiro Marcos Felipe e acabou caindo dentro da área, tendo o pênalti marcado a favor. O VAR fez seu papel, chamando o árbitro para rever o lance, apontando um possível erro na marcação feita em campo, entretanto, o juiz manteve sua postura e confirmou a penalidade. O caso virou assunto nacional e é lembrado com revolta pelos tricolores até hoje.
Em um episódio ainda mais recente, o Vitória viveu uma semana marcada por duas partidas polêmicas em sequência. No dia 22 de abril, a partida entre Flamengo e Vitória, disputada pela Copa do Brasil, ficou marcada por decisões da equipe de arbitragem que revoltaram os atletas, a diretoria e os torcedores do clube baiano. Aos 2 minutos de jogo, um atleta do Flamengo levantou o braço e com força excessiva atingiu Ramon, do Vitória no rosto, o árbitro Anderson Daronco nada marcou e deu sequência na partida. O segundo lance, envolvendo novamente o atleta Ramon, ocorreu aos 29 da segunda etapa, quando Arrascaeta perde o tempo da bola e atinge o atleta do Vitória de forma perigosa, colocando em risco a integridade física do adversário. O último dos lances ocorreu 10 minutos depois, aos 39. Saúl, do Flamengo, faz um movimento adicional e acerta o rosto do adversário de forma deliberada e com uma força significativa. O árbitro da partida marcou falta pro time da casa, mesmo com todo o protesto dos atletas adversários. Com detalhe para o VAR, que não interferiu em nenhum dos lances.
Apenas quatro dias depois, no dia 22 de abril, dessa vez pelo Campeonato Brasileiro, o Vitória viajou até a Arena da Baixada, para enfrentar o Athletico pelo Campeonato Braileiro. A partida ficou marcada por não expulsões de atletas do time mandante e muitas reclamações por parte do Vitória. O árbitro era Bruno Arleu de Araújo, o mesmo que apitou o duelo entre Grêmio e Bahia. O primeiro lance, ocorreu aos 7 do primeiro tempo, quando o atleta Renê cai no chão e recebe um chute de um atleta adversário, No segundo tempo, após um contra ataque promissor, o atacante Renê sairia de frente com o goleiro, mas foi interceptado após receber um carrinho com força excessiva, que o tirou da partida. A equipe rubro-negra protestou bastante, mas o árbitro deu apenas o cartão amarelo.
Atletas e a diretoria do clube reclamaram bastante após a partida, o que resultou em algumas punições. Após julgamentos, o presidente Fábio Mota recebeu uma punição de 15 dias e o atacante Erick de 1 partida. Torcedores do Vitória também protestaram na partida seguinte, exibindo no Barradão uma faixa escrito: “Respeite o Vitória”.
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