Ex-mulher de Daniel Silveira pede medida protetiva e acusa ex-deputado de violência
Paola Daniel registrou ocorrência e afirma que episódios de violência começaram quando os dois ainda eram casados

Foto: Reprodução redes sociais
A candidata à Câmara dos Deputados Paola Silva Daniel (PRD), ex-mulher do ex-deputado federal Daniel Silveira, registrou, nesta segunda-feira (14), uma ocorrência contra o ex-marido e solicitou medidas protetivas. Ela acusa Silveira de ameaça, lesão corporal, difamação e violência psicológica.
O registro foi feito na 106ª Delegacia de Polícia, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Segundo Paola, os episódios de violência teriam começado em 2022, quando os dois ainda eram casados e Silveira estava preso.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a candidata aparece emocionada ao falar sobre o caso. Paola afirmou ter sofrido violência psicológica e disse que decidiu procurar a polícia diante da situação. “A verdade virá à tona”, declarou.
Segundo o relato apresentado à polícia, Silveira não estaria aceitando a candidatura da ex-mulher ao Congresso. Paola também afirmou que passou a sofrer ataques durante o período eleitoral.
No registro policial, Paola relata que os supostos episódios de violência começaram enquanto o casal ainda estava junto. Entre os relatos apresentados estão acusações de agressão física, ameaças e violência psicológica.
A candidata também afirmou que estaria sendo perseguida e que pessoas ligadas ao ex-marido teriam tentado obter informações sobre sua rotina. Segundo relatos divulgados sobre o caso, ela apresentou à polícia prints, áudios e uma testemunha.
A defesa de Daniel Silveira negou as acusações. Segundo os advogados, o ex-deputado não administra redes sociais e não pode ser responsabilizado automaticamente por publicações feitas por terceiros.
Daniel Silveira foi deputado federal pelo Rio de Janeiro e ganhou projeção nacional por sua atuação política alinhada ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele foi preso após publicar declarações e vídeos com ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio resultou em uma condenação pela Corte. Atualmente, Silveira cumpre a pena em liberdade condicional.
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