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OAB pede prisão de empresária suspeita de agredir doméstica grávida no Maranhão

Denúncia de espancamento, áudio sobre suposto favorecimento policial e histórico judicial ampliam pressão por responsabilização

| Autor: Redação - Varela Net
OAB pede prisão de empresária suspeita de agredir doméstica grávida no Maranhão

Foto: Reprodução/Redes sociais/TV Mirante

O caso da jovem doméstica grávida que denunciou agressões da ex-patroa em São Luís ganhou novos desdobramentos e passou a mobilizar entidades jurídicas. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou a prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, apontada como autora das agressões, e classificou o episódio como possível tortura.

A denúncia foi feita por uma jovem de 19 anos, grávida de cinco meses, que afirma ter sido espancada após ser acusada de roubar joias da então empregadora. Segundo o relato da vítima, as agressões incluíram puxões de cabelo, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão. “Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam”, disse.

O caso passou a ter maior repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária. Nas gravações, Carolina afirma que não foi levada à delegacia após a ocorrência porque o policial responsável pelo atendimento seria seu conhecido, o que levantou questionamentos sobre possível favorecimento.

A investigação está sob responsabilidade da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Até o momento, a suspeita não foi presa nem indiciada, apesar da gravidade das acusações.

Outro fator que ampliou a pressão por medidas mais rigorosas foi o histórico judicial da empresária. Segundo a Polícia Civil, ela responde a mais de dez processos. Em um deles, foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá do próprio filho de roubo.

Diante dos elementos reunidos, a OAB solicitou celeridade na apuração e reforçou o pedido de prisão da investigada, destacando a necessidade de proteção à vítima, que está em situação de vulnerabilidade.

O caso segue em investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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