Após encontro com Trump, Lula impõe condição sobre terras raras e rejeita papel de “mero exportador”
Presidente afirmou que o Brasil quer participar da cadeia de produção e tecnologia ligada aos minerais estratégicos, cada vez mais disputados por potências mundiais.

Foto: Reprodução/Canal Gov
Durante visita oficial aos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pretende participar de forma estratégica da exploração de minerais críticos e terras raras, mas sem assumir apenas o papel de fornecedor de matéria-prima. A declaração foi dada nesta quinta-feira, em coletiva realizada na embaixada brasileira em Washington.
Segundo Lula, o governo quer negociar com países e empresas interessadas no setor, mas com foco em desenvolvimento industrial e geração de riqueza dentro do próprio país. O presidente ainda comparou o tema aos antigos ciclos de exploração de ouro e prata na América Latina, defendendo uma postura diferente do Brasil diante da crescente disputa internacional por minerais estratégicos.
As chamadas terras raras são fundamentais para setores como tecnologia, energia limpa, produção de baterias e armamentos. O assunto ganhou força durante o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao interesse global por novas fontes desses minerais.
Na Bahia, pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia já identificaram a presença desses materiais em áreas do interior do estado, o que coloca a região no radar de possíveis investimentos e disputas comerciais nos próximos anos.
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