Campanha de Lula classifica como “farsa” depoimento de Vorcaro citado por revista
Campanha afirmou que não há registros do depoimento na Polícia Federal (PF) nem de um acordo de delação premiada com esse teor

Foto: Ricardo Stuckert
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou, nesta sexta-feira (9), as informações de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria negociado vantagens indevidas com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Em nota enviada à imprensa, a equipe do petista classificou o suposto depoimento como "uma farsa".
No comunicado, a campanha afirmou que não há registros do depoimento na Polícia Federal (PF) nem de um acordo de delação premiada com esse teor que tenha sido aceito pelas autoridades. "Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa", diz o comunicado.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, integrantes da PF relataram que a corporação rejeitou a delação premiada de Vorcaro por considerar que faltavam elementos mínimos para dar credibilidade às declarações atribuídas ao empresário.
As acusações foram publicadas pela revista Veja. De acordo com a reportagem, Vorcaro teria repassado R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para custear a produção de um documentário sobre o presidente no exterior.
A nota, assinada pela coligação da qual Lula faz parte nas eleições, também criticou a publicação das acusações. O grupo classificou como "estarrecedor" o fato de a revista "estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova" e informou que adotará "medidas judiciais cabíveis".
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