Damares rebate críticas após derrota de Flávio e afirma: “Minha consciência está tranquila”
Senadora afirmou ter apoiado a candidatura do aliado e cobrou união entre integrantes da direita após o resultado eleitoral

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se manifestou pela primeira vez após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. Em publicação nas redes sociais na quinta-feira (29), a parlamentar rebateu críticas que afirma ter recebido de integrantes da direita e garantiu que trabalhou pela candidatura do senador durante a campanha.
Damares declarou que ficou triste com o resultado das urnas, mas afirmou estar com a consciência tranquila em relação à sua atuação. Segundo ela, pessoas que acompanharam seu trabalho sabem do empenho em favor de Flávio.
“Trabalhei pela eleição de Flávio Bolsonaro. Fiz isso antes e durante a campanha, com dedicação e acreditando na candidatura dele. Quem acompanhou meu trabalho sabe disso. A derrota me deixou muito triste, e não vou fingir que foi diferente”, escreveu.
A senadora também reafirmou sua relação de amizade com a família Bolsonaro e disse que os ataques nas redes sociais não vão mudar o vínculo construído ao longo dos anos. Ela ainda criticou as discussões entre aliados após o resultado eleitoral e defendeu que a direita concentre esforços na construção de uma oposição ao governo Lula.
“O que mais me entristece é ver pessoas que deveriam estar conversando e trabalhando juntas gastando energia atacando umas às outras. Já temos desafios enormes pela frente. Precisamos exercer uma oposição responsável, cobrar o governo e discutir o que queremos construir para o Brasil até 2030”, afirmou.
Na publicação, Damares também pediu cautela com informações compartilhadas nas redes sociais e afirmou que conteúdos distorcidos contribuem para ampliar as divisões entre os apoiadores do grupo político.
A parlamentar aproveitou para reafirmar sua defesa da anistia às pessoas condenadas ou presas pelos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e ao 8 de Janeiro, que considera injustamente perseguidas por motivos políticos.
Ao final, a senadora afirmou que não pretende alimentar conflitos na internet e disse que continuará defendendo os direitos de pessoas que atualmente a criticam.
“Se amanhã alguém que hoje me ataca precisar que eu defenda seus direitos, farei isso também. Sempre entendi que meu dever não depende de simpatia pessoal”, concluiu.
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