Lula é recebido por Trump na Casa Branca; líderes se cumprimentam antes de reunião
Agenda oficial prevê que, após esse primeiro contato, os dois sigam para uma reunião no Salão Oval

Foto: Daniel Torok/Casa Branca
Donald Trump recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7). O encontro começou com um breve momento de recepção oficial, registrado em vídeo divulgado pelo governo norte-americano, no qual é possível ver os dois líderes se cumprimentando com um aperto de mãos. Durante a chegada, Trump também pergunta como Lula está.
A agenda oficial prevê que, após esse primeiro contato, os dois sigam para uma reunião no Salão Oval. Em seguida, está programado um almoço bilateral na Sala do Gabinete da Casa Branca, em continuidade às conversas entre as duas comitivas.
Segundo a jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro é classificado como uma “visita de trabalho”, formato que possui caráter mais informal em comparação a uma reunião bilateral tradicional entre chefes de Estado.
A reunião ocorre em um contexto de tentativa de aproximação e normalização das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo norte-americano adotou medidas como a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções direcionadas a autoridades do país.
Este é o segundo encontro presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois já haviam se encontrado durante um evento na Malásia. Antes disso, também tiveram uma breve conversa durante a Assembleia Geral da ONU.
Na última sexta-feira (1º), os dois presidentes voltaram a se falar por telefone. De acordo com o governo brasileiro, a conversa foi descrita como "amistosa".
A expectativa é de que ao menos cinco temas principais estejam na pauta da reunião. Entre eles, um dos pontos mais sensíveis é a pressão de setores do governo norte-americano para que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas como organizações terroristas. O governo brasileiro, no entanto, defende que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação entre os dois países, sem a adoção de medidas que ampliem a possibilidade de ações mais duras por parte dos Estados Unidos.
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