“Se eu pudesse, pediria voto”, diz bispo evangélico durante evento com Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro
Ferreira incentivou os fiéis a repetirem dez vezes a frase "irmão vota em irmão"

Foto: Charles Vieira
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o governador eleito Douglas Ruas (PL) participaram, neste sábado (10), da celebração pelo centenário das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, realizada no Maracanãzinho. Durante o evento, os dois acompanharam, no palco principal, a manifestação de apoio do bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad), à candidatura bolsonarista.
Em um discurso marcado por referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro e demonstrações de saudade de seu governo e da proximidade com a Igreja Evangélica, Ferreira incentivou os fiéis a repetirem dez vezes a frase "irmão vota em irmão". Na sequência, passou a mencionar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro.
"Se a mídia aqui presente disser que eu estou pedindo voto, está completamente equivocada. Eu só estou dizendo que irmão vota em irmão. Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui, porque vão falar que pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria. Pediria voto para o Flávio, porque o Flávio é honesto. Pediria voto para o Flávio, porque o Flávio é sério. Pediria voto para o Flávio, porque o Flávio é crente. Pediria voto para o Flávio, porque foi ele o indicado pelo presidente. Mas eu não gosto de pedir voto. Se eu pudesse, eu pediria. E se alguém disser que eu estou pedindo, está enganado, porque eu não gosto de pedir voto", afirmou Ferreira.
Ao convidar o candidato para falar ao microfone, o bispo declarou que "hoje o telefone começa" e voltou a repetir a frase "irmão vota em irmão". Em seguida, questionou os participantes sobre sua manifestação: "Igreja, eu estou pedindo voto, sim ou não?". A plateia respondeu em coro: "não".
Antes de demonstrar apoio a Flávio, o líder religioso também criticou a prisão de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
"A gente sente saudade, mas a gente não pode mais ver ele. Que país é esse? Dói, mas dói muito. Nós temos e respeitamos a lei, ainda que a gente discorde dela."
Durante a cerimônia, Flávio Bolsonaro chegou a cantar uma música gospel no palco. Ao fundo, Douglas Ruas acompanhou a apresentação de forma discreta, demonstrando não conhecer a letra e cantando apenas pequenos trechos.
Em sua fala, o candidato também recorreu ao discurso religioso ao defender a necessidade de "enfrentar essa guerra espiritual que o Brasil está passando".
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