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Casos de bronquiolite crescem no Brasil e acendem alerta para saúde infantil

De acordo com o Ministério da Saúde, o VSR está por trás de cerca de 75% dos casos de bronquiolite e de 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos

| Autor: Ramilton Silva
Casos de bronquiolite crescem no Brasil e acendem alerta para saúde infantil

Foto: Freepik

O número de casos de bronquiolite em bebês e crianças pequenas tem crescido no Brasil, principalmente com a chegada dos meses mais frios. A doença, causada na maioria das vezes pelo vírus sincicial respiratório (VSR), é uma das principais responsáveis por internações infantis e tem pressionado o sistema de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, o VSR está por trás de cerca de 75% dos casos de bronquiolite e de 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Em 2025, o país registrou mais de 120 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo uma parte significativa associada ao vírus, com maior impacto entre os pequenos.

A bronquiolite é uma inflamação nas pequenas vias aéreas dos pulmões e atinge principalmente bebês. Os sintomas mais comuns são tosse, chiado no peito, febre e dificuldade para respirar. Em situações mais graves, a criança pode precisar de internação e uso de oxigênio.

Caso recente chama atenção

A internação da filha da influenciadora Maíra Cardi por bronquiolite chamou a atenção nas redes sociais e ajudou a dar visibilidade ao problema. O caso gerou alerta entre pais e responsáveis, principalmente por se tratar de uma doença comum, mas que pode evoluir de forma rápida em bebês.

Situações como essa não são raras. Como o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, crianças pequenas ficam mais vulneráveis a complicações, o que ajuda a explicar o alto número de internações.

Tratamento ainda é limitado

A bronquiolite não tem um tratamento específico. Na maioria dos casos, o cuidado é voltado para aliviar os sintomas, com hidratação, controle da febre e acompanhamento médico. Em quadros mais graves, pode ser necessário suporte com oxigênio.

Com o aumento dos casos, hospitais têm registrado maior demanda por leitos pediátricos, principalmente em períodos de pico da doença.

SUS amplia proteção contra o vírus

Para tentar reduzir os casos mais graves, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a investir em novas formas de prevenção contra o VSR.

Uma das estratégias é a vacinação de gestantes, que permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda durante a gravidez, protegendo a criança nos primeiros meses de vida.

Outra medida é a oferta do nirsevimabe, um anticorpo que protege diretamente contra o vírus. Diferente das vacinas tradicionais, ele já fornece a defesa pronta ao organismo.

O imunizante é indicado principalmente para bebês prematuros e crianças de até dois anos com doenças que aumentam o risco, como problemas cardíacos ou pulmonares. A aplicação é feita em serviços do SUS e a proteção dura por alguns meses.

Prevenção continua sendo essencial

Além da imunização, médicos reforçam a importância de cuidados simples no dia a dia, como lavar as mãos com frequência, evitar contato de bebês com pessoas gripadas e manter os ambientes ventilados.

Mesmo com os avanços na prevenção, o aumento dos casos de bronquiolite mostra que a doença ainda exige atenção. A orientação é que pais e responsáveis fiquem atentos aos sintomas e procurem atendimento médico ao primeiro sinal de agravamento.

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