Dino ordena que PF investigue suspeita de interferência na CVM para proteger Banco Master
Ministro afirmou que há indícios que merecem ser investigados por "eventuais ilícitos vinculados à atuação funcional de agentes públicos vinculados à Comissão de Valores Mobiliários"

Foto: Victor Piemonte/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta quinta-feira (24) que a Polícia Federal investigue uma possível interferência indevida na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao longo do processo relacionado ao Banco Master. A decisão abre uma nova frente de apuração no caso e desloca parte do foco das operações atribuídas ao banco para a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do mercado.
O caso envolve uma apuração sobre possíveis irregularidades ligadas a cotas de um fundo vinculado ao setor funerário e ao Banco Master. O procedimento tinha sido sido instaurado a partir de informações encaminhadas à CVM, mas acabou arquivado pela área técnica do órgão.
Com base na análise desse material, Dino passou a questionar não somente a atuação de agentes envolvidos no caso, mas também os mecanismos de fiscalização e controle existentes dentro da CVM. O ministro já tinha ordenado uma revisão das regras e dos procedimentos da autarquia, com prazo de 90 dias para que o governo apresentasse uma avaliação técnica e propostas de aperfeiçoamento.
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