Israel prorroga prisão de ativista brasileiro e Lula cobra libertação imediata
Decisão mantém Thiago Ávila detido até 10 de maio; presidente classifica ação como “injustificável”

Foto: Ricardo Stuckert / Reprodução
A Justiça de Israel decidiu prorrogar até o dia 10 de maio a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila, detido durante a interceptação de uma flotilha internacional que tentava chegar à Faixa de Gaza. A decisão foi tomada nesta terça-feira (5) pelo Tribunal de Magistrados de Ashkelon, no sul do país.
Ávila foi preso na última semana após forças israelenses abordarem embarcações do movimento em águas internacionais próximas à Grécia. Ele integrava a chamada Flotilha Global Sumud, organizada para levar ajuda humanitária ao território palestino. Segundo as autoridades israelenses, os ativistas são investigados por supostos crimes ligados a organizações terroristas e auxílio ao inimigo.
A defesa do brasileiro contesta as acusações e afirma que não houve apresentação formal de denúncia até o momento. Os advogados também alegam que a prisão tem sido mantida para permitir interrogatórios contínuos. De acordo com familiares, Ávila está em greve de fome e sob acompanhamento médico.
O caso provocou reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a detenção do ativista. Em manifestação pública, Lula classificou a prisão como “injustificável” e pediu a libertação imediata do brasileiro.
O presidente também afirmou que a interceptação da embarcação em águas internacionais representa uma afronta ao direito internacional. Segundo ele, o governo brasileiro atua junto a outros países, como a Espanha, para cobrar garantias de segurança e a liberação dos detidos.
Enquanto isso, o governo de Israel nega irregularidades na operação e sustenta que as ações ocorreram dentro da legalidade. O caso segue em análise e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.


