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Jornalista Adriana Araújo critica declaração de deputada eleita sobre violência contra a mulher

Posicionamento ocorreu na última segunda-feira (5), durante participação na Rádio BandNews FM

| Autor: Redação - Varela Net
Jornalista Adriana Araújo critica declaração de deputada eleita sobre violência contra a mulher

Foto: Divulgação/Instagram

A jornalista Adriana Araújo se emocionou ao comentar as declarações da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) sobre a violência contra a mulher. O posicionamento ocorreu na última segunda-feira (5), durante participação na Rádio BandNews FM.

Aos 23 anos, Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições de 2026. Durante sua fala sobre violência contra a mulher, a jovem afirmou que “não existe” feminicídio.

Adriana classificou a declaração como grave e destacou a realidade enfrentada diariamente por mulheres no Brasil. A jornalista também defendeu o feminismo como uma luta pela igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

“Por décadas, mulheres lutaram para que ela tivesse o direito de, em 2026, se tornar uma deputada estadual em São Paulo”, disse Adriana Araújo.

Na sequência, a jornalista criticou outro trecho da fala de Campopiano, relacionado ao comportamento masculino e à violência.

"O outro ponto do discurso da Eduarda Campopiano, que é gravíssimo, é que ela diz que feminicídio não existe e que o comportamento do homem, naturalmente, tem que ser mais agressivo e até letal. Que homem, que não tem esse comportamento agressivo, que não é capaz de demonstrar agressividade, não é um grande exemplo de homem", frisou.

A âncora do Jornal da Band também pediu que a deputada eleita reflita sobre as declarações e classificou o discurso como um “disparate”. Adriana destacou ainda que as palavras podem causar sofrimento a mulheres que convivem com situações de violência.

"A Eduarda tem 23 anos e ela fala esses disparates sem sentir nenhuma dor. Mas eu gostaria que ela pudesse ter tempo de aprender, de preferência sem sentir dor, que as palavras que ela fala, que ela repete, são palavras que provocam profunda dor em muitas mulheres", pontuou.

Adriana afirmou ainda que não considera Campopiano sua inimiga, mas reforçou sua posição como feminista e defendeu direitos iguais para homens e mulheres.

"Eu não me considero inimiga da Eduarda, mas me considero uma feminista, aquela que luta para que as mulheres tenham o mesmo espaço que os homens na sociedade, o mesmo respeito, os mesmos direitos, as mesmas oportunidades. E o direito essencial que toda mulher tem é o direito de viver e de não morrer na mão de homens assassinos", finalizou.

Ao encerrar o comentário, a jornalista também se dirigiu aos quase 2 milhões de eleitores paulistas que votaram em Campopiano nas eleições deste ano. Adriana questionou se todos os eleitores compartilham da mesma visão apresentada pela deputada eleita sobre a violência contra as mulheres.

"Agora eu queria falar com esses dois milhões de paulistas. Eu não acredito que, nesses dois milhões de paulistas, todos achem que não existe feminicídio, não enxergam a dor de mulheres que são esfaqueadas, que são mortas, que são estupradas. Eu acredito que essas pessoas entendem a gravidade desse problema", finalizou.

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