Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar R$ 210 mil a vítimas de acidente em SP
Sentença foi proferida em 16 de setembro pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça de São Paulo condenou os influenciadores Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, e Bia Miranda a pagar, juntos, R$ 210 mil em indenizações por danos morais a duas vítimas de um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista. Gato Preto também deverá pagar R$ 1.335,99 por danos materiais.
A sentença foi proferida em 16 de setembro pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível. O acidente envolveu um Porsche conversível conduzido por Gato Preto e um Hyundai HB20. Segundo as informações do caso, o influenciador teria avançado o sinal vermelho em alta velocidade antes de atingir o outro veículo. Na ocasião, ele e Bia Miranda, que estavam juntos, teriam deixado o local sem prestar socorro às vítimas.
De acordo com o Ministério Público, laudos apontaram que Gato Preto estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha no momento da colisão.
No Hyundai HB20 estavam Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano. Ivan sofreu fraturas na mandíbula e precisou de acompanhamento médico durante três meses em decorrência dos ferimentos.
Após a batida, antes de deixar o local, Bia Miranda gravou a cena e publicou o vídeo nas redes sociais. Nas imagens, ela se referiu a Edilson como “senhorzinho” e chamou o carro da vítima de “lixo”.
Em maio de 2026, os dois influenciadores se tornaram réus por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, modalidade em que o acusado assume o risco de matar. A acusação está relacionada ao acidente de trânsito.
Na esfera cível, a Justiça estabeleceu que Gato Preto deverá pagar R$ 100 mil a Ivan e R$ 60 mil a Edilson por danos morais. Já Bia Miranda foi condenada a indenizar Ivan em R$ 20 mil e Edilson em R$ 30 mil.
Ao definir os valores, o magistrado levou em consideração a gravidade dos ferimentos e os impactos psicológicos relatados pelas vítimas. Conforme a decisão, Ivan foi retirado do veículo com escoriações no rosto, dificuldade para abrir a boca e fratura no ramo e no ângulo da mandíbula esquerda.
O tratamento foi realizado de forma conservadora, com dieta líquida e pastosa, além de acompanhamento médico por três meses. A decisão também cita um laudo psicológico segundo o qual a ansiedade que Ivan já apresentava se agravou após o acidente. Entre as consequências relatadas estão sonhos perturbadores, crises e afastamento social.
Além do caso envolvendo o acidente, Gato Preto responde a outros processos judiciais. Em agosto de 2025, ele se tornou réu por violência doméstica contra Bia Miranda, após ser acusado de agredi-la em um hotel localizado em Barueri, na Grande São Paulo.
Em dezembro do mesmo ano, o influenciador foi preso em São Paulo por não pagar pensão alimentícia a um dos filhos. Na ocasião, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, após acumular uma dívida superior a R$ 57 mil. Posteriormente, ele foi solto.
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