Médico preso após paciente denunciar importunação sexual durante consulta em Salvador é solto pela Justiça
Decisão foi determinada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (9), na 3ª Vara das Garantias de Salvado

Foto: Reprodução
O médico preso em flagrante após ser denunciado por uma paciente de 18 anos por suposta importunação sexual durante uma consulta na Unidade de Emergência de Pirajá, em Salvador, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça. A decisão foi determinada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (9), na 3ª Vara das Garantias de Salvador.
Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o médico responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares alternativas à prisão. O órgão não informou quais foram as determinações impostas pela Justiça.
O ortopedista Alexandre El-Sarli, de 49 anos, havia sido preso na noite de terça-feira (7), após a paciente relatar o caso a policiais militares.
De acordo com o relato da jovem, ela procurou a unidade de saúde para uma consulta de acompanhamento após sofrer uma fratura em um dos dedos da mão. O atendimento teria sido realizado pelo mesmo profissional que já acompanhava o tratamento anteriormente.
Segundo a denúncia, depois de retirar a tala e solicitar um exame de raio-X, o médico chamou a paciente novamente ao consultório. Ainda conforme o relato, ele afirmou que ela apresentava sinais de fibromialgia e pediu que retirasse a camisa para uma avaliação.
A paciente informou que, durante o atendimento, o ortopedista teria feito comentários de teor sexual, a abraçado por trás, abaixado sua calça e encostado o corpo nela sem consentimento.
Após sair do consultório, a jovem procurou policiais militares da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que estavam nas proximidades da unidade, e comunicou o ocorrido. Os agentes localizaram o médico e realizaram a prisão. Em seguida, o profissional e a vítima foram levados para a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi.
Na época da prisão, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como importunação sexual e que o suspeito permaneceria custodiado à disposição da Justiça até a audiência de custódia.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), responsável pela administração da unidade, informou que afastou o médico das atividades e abriu uma sindicância para investigar a denúncia. A pasta afirmou ainda que adotará as medidas administrativas cabíveis caso a prática do crime seja comprovada, respeitando o devido processo legal.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que não havia registros de denúncias contra o profissional até aquele momento e orientou que pacientes que se sintam prejudicados durante atendimentos médicos formalizem denúncia junto ao órgão.
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