Moraes nega redução de pena de “Débora do Batom”, cabeleireira que pichou estátua no STF
Solicitação da defesa buscava a redução da pena da ré, após a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria

Foto: Luiz Silveira/STF/Reprodução/BandTV
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na segunda-feira (4) o pedido feito pela defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”.
A solicitação da defesa buscava a redução da pena da ré, após a derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria pelo Congresso Nacional, ocorrida na semana passada.
No entanto, ao analisar o caso, o relator Alexandre de Moraes destacou que, embora o Poder Legislativo tenha revertido o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o projeto ainda não foi promulgado nem publicado no Diário Oficial da União, o que impede sua entrada em vigor.
Débora Rodrigues ficou conhecida nacionalmente após escrever, com batom, a frase “perdeu, mané” em uma estátua localizada em frente ao STF. Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos relacionados ao 8 de Janeiro.
O pedido apresentado pela defesa havia sido protocolado na sexta-feira (1º), logo após a decisão do Congresso Nacional, na quinta-feira (30), que derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria. A proposta prevê mudanças nas regras de cálculo das penas aplicadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo os relacionados à invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A defesa de Débora argumenta que a nova legislação poderia beneficiar a ré com a redução da pena, mas, segundo a decisão de Moraes, como o texto ainda não entrou oficialmente em vigor, não há base jurídica para a revisão neste momento.
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