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Quem são os ministros do STF e quais presidentes indicaram cada um deles

Supremo tem dez integrantes em exercício e uma cadeira vaga após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado.

| Autor: Kauan Trindade
Quem são os ministros do STF e quais presidentes indicaram cada um deles

Foto: Reprodução/MIGALHAS

O Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro, tem dez ministros em exercício e uma cadeira vaga em outubro de 2026. Os atuais integrantes chegaram ao tribunal por indicações de cinco presidentes da República, com trajetórias profissionais que incluem magistratura, advocacia, Ministério Público, docência e cargos públicos.

A Constituição prevê 11 cadeiras no Supremo. Para ocupar uma delas, o indicado precisa ser escolhido pelo presidente da República e aprovado pelo Senado Federal.

Confira quem são os ministros em exercício, quem os indicou e quando tomaram posse.

Gilmar Mendes

Indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, Gilmar Mendes chegou ao STF após atuar como advogado-geral da União. É o integrante há mais tempo em exercício entre os atuais ministros e ocupa a posição de decano da Corte.

Cármen Lúcia

Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tomou posse em junho de 2006. Antes de chegar ao Supremo, atuou como procuradora do Estado de Minas Gerais e professora de Direito. Foi presidente do STF entre 2016 e 2018.

Dias Toffoli

Indicado por Lula, tomou posse em outubro de 2009. Antes de assumir a cadeira, foi advogado-geral da União e atuou na advocacia. Presidiu o STF entre 2018 e 2020.

Luiz Fux

Indicado pela então presidente Dilma Rousseff, tomou posse em março de 2011. Antes de chegar ao Supremo, era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e construiu carreira na magistratura. Presidiu a Corte entre 2020 e 2022.

Edson Fachin

Indicado por Dilma Rousseff, tomou posse em junho de 2015. É professor de Direito e advogado, com trajetória acadêmica e atuação na área jurídica. Atualmente, preside o STF, cargo que assumiu em setembro de 2025.

Alexandre de Moraes

Indicado por Michel Temer, tomou posse em março de 2017. Antes da nomeação, foi ministro da Justiça e Segurança Pública, secretário estadual em São Paulo, promotor de Justiça e professor de Direito. Atualmente, ocupa a vice-presidência do STF.

Nunes Marques

Indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro, tomou posse em novembro de 2020. Antes de chegar ao Supremo, era desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

André Mendonça

Também indicado por Bolsonaro, tomou posse em dezembro de 2021. É advogado da União de carreira e foi advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública antes de assumir o cargo no STF.

Cristiano Zanin

Indicado por Lula, tomou posse em agosto de 2023. Advogado de formação, ganhou projeção nacional por sua atuação na defesa de Lula em processos judiciais antes de ingressar no Supremo.

Flávio Dino

Indicado por Lula, tomou posse em fevereiro de 2024. É ex-juiz federal e professor de Direito. Também exerceu mandatos políticos, foi governador do Maranhão, senador e ministro da Justiça e Segurança Pública antes de chegar ao STF.

A cadeira vaga

A vaga aberta é a de Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. Lula indicou Jorge Messias para substituí-lo, mas o Senado rejeitou a indicação em abril de 2026. Até outubro, um novo nome ainda não havia sido oficialmente indicado para ocupar a cadeira.

Como os ministros são escolhidos

A indicação ao STF não é resultado de concurso público nem de eleição direta. Cabe ao presidente da República escolher o nome, que precisa cumprir os requisitos constitucionais e obter a aprovação da maioria absoluta do Senado, ou seja, pelo menos 41 votos favoráveis.

Como não há mandato fixo, os ministros podem permanecer no tribunal durante diferentes governos. A composição muda quando surgem vagas por aposentadoria, morte ou outras formas de saída previstas em lei.

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